terça-feira, 23 de maio de 2017

Terra boa, políticos péssimos e nossa segunda safra anual



 A safrinha cresceu e agora se chama 
segunda safra

Espíritos arrojados — entre familiares e amigos, sobretudo no meu Paraná —, se lançaram numa aventura, tachada à época por muitos de extravagante. Tratou-se da erradicação do café no norte do estado para se plantar basicamente milho e soja de verão, deixando a terra, após a colheita, coberta com a palhada, cuja fertilidade encantava pragas como o picão e o carrapicho.

Alguns produtores se arriscaram, empreendendo um segundo plantio anual, o qual mais tarde passou a ser chamado de safrinha. Lembro-me de um desses desbravadores que, satisfeito com os resultados, ousou mais. Conseguiu no Paraguai um container de trigo mexicano adaptado ao clima quente, e o transportou pouco a pouco em seu monomotor até Londrina, onde iniciou o plantio na região.

Alguém dirá: “Mas como ele conseguiu adquirir esse trigo no Paraguai e levá-lo para o Paraná?” Confesso não saber. Mas, ainda que o tenha conseguido passando por cima do controle estatal brasileiro, o risco do jogo valeu e vem valendo a vela.

Uma vez semeado, o trigo rendeu cem por um, o que levou os burocratas de Brasília a registrarem a semente para pesquisa. Ato contínuo, a Embrapa e o Instituto Agronômico de Campinas tomaram a bandeira. E hoje temos trigo plantado no inverno, cuja qualidade é igual ao do europeu e argentino. Só ainda não somos autossuficientes em razão da burocracia e da desoneração do trigo importado.

Pluricentralizadores e pontificadores, os governantes brasileiros vêm de se tornando tão ou mais plenipotenciários que os faraós do Egito — míseros faraós, que poderão se mexer na sepultura em sinal de protesto pela comparação! Afinal, enquanto o grande e sábio José do Egito governou, ele forneceu ao seu povo trigo em abundância nos sete anos das vacas magras, conforme o relato bíblico.

Já os “faraós” do PT fizeram o contrário: dilapidaram tudo. Deixaram vazios os silos e desestruturado o País, levando à paralisação da economia e ao consequente desemprego de 14 milhões de brasileiros! Eis o grande “feito” dos desgovernos petistas em relação ao Brasil e aos que necessitam trabalhar.

* * *

Devido aos novos entraves à plantação de trigo, bem como à possibilidade de demanda ou de excesso de produção do cereal, nosso criativo produtor começou a plantar milho. Novas variedades híbridas e precoces foram desenvolvidas pela Embrapa e pelo setor privado, dando início à produção em escala da segunda safra. A cevada, a aveia, o feijão e outras culturas de inverno vieram atrás.

Assim, não só a terra ficava com cobertura vegetal, mas também a palhada e o adubo remanescentes da safra de verão faziam vicejar o novo plantio, com a vantagem de inibir as pragas e evitar a erosão do solo. Vale a pena lembrar que a atividade rural não se resume apenas ao cultivo de grãos; nesse período é que se realiza o grosso da colheita da cana-de-açúcar, da laranja e outras frutas.

As baixas temperaturas que fazem secar o capim indicam a hora de abater o gado. Os frangos em galpões aquecidos continuam crescendo. Em todas as feiras agropecuárias que se realizam surge um novo termo no glossário da produção agropecuária. A mais recente é que não se fala mais em safrinha, mas de “segunda safra”. Pudera! Tão-só o milho produzido nela ultrapassa as 70 milhões de toneladas, que somadas às da primeira atingem 100 milhões de toneladas.

O resultado alcançado hoje catapultará a safra 2016/17 para 230 milhões de toneladas de grãos. O ex-ministro da agricultura (1974-1979), Alysson Paulinelli, considerado o “pai da Embrapa”, declarou com ufania em recente palestra no AgriShow de Ribeirão Preto: “Estamos partindo para a terceira safra em um ano”, mostrando que em várias regiões do Brasil isso já é realidade. Por exemplo, nos mais de seis milhões de hectares irrigados; nas plantações de frutas no vale do Rio São Francisco, no Ceará e no Rio Grande do Norte; e em outras regiões favorecidas por chuvas que precedem as frentes frias de inverno.

Nos fóruns realizados pelas grandes feiras agropecuárias, como os Agrishows (feiras de tecnologia agropecuária) de Cascavel, Não-Me-Toque, Ribeirão Preto, Rio Verde, e ainda nas exposições mistas como a de Londrina, Maringá, Goiânia, Campo Grande, além das especificamente pecuárias, como a Expozebu de Uberaba, pudemos constatar que já alimentamos mais de 1 bilhão e 200 milhões de pessoas mundo afora.

O ano de 2017 passará certamente para a História do Brasil como o ano deste upgrade conseguido pela nossa agricultura, pois a partir de agora a ‘safrinha’ deu lugar à ‘segunda safra’. Atingiremos o recorde na produção de grãos com cerca de 230 milhões de toneladas. Ademais, são milhões e milhões de pessoas que se alimentam com nossas proteínas de origem animal.

No primeiro quadrimestre do corrente ano as exportações do agronegócio atingiram o recorde de US$ 29.185.249.178 (em torno de 95 bilhões de reais), tornando superavitária em 21 bilhões e 380 milhões a balança comercial. E não é tudo, pois a safra de cana-de-açúcar e de álcool apresenta muito boas perspectivas. Com a super-safra, a previsão de nosso PIB subiu de 0.5% para 0.7%.

As vendas de máquinas, equipamentos e caminhões para a agropecuária aumentaram 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Outro aspecto muito alvissareiro é que elas já geraram mais de 20 mil empregos novos só na agropecuária, pois ainda não dispomos dos dados do conjunto do agronegócio. Serão mais de 600 bilhões de reais do valor bruto da produção que, despejados no mercado, ajudarão o reaquecimento da economia.

Mérito de quem? Do produtor rural, que alheio à gatunagem da máfia governamental do “circo de Brasília”, continuou cuidando da lavoura e do meio-ambiente, plantando e colhendo incansavelmente.

Não posso fechar esta matéria sem reverenciar a memória de Plinio Corrêa de Oliveira, este inesquecível batalhador que sem jamais possuir um palmo de terra, lutou desde a década de 1950 com a combatividade do leão que portava em seu peito e nos estandartes da TFP por ele fundada, para que a Reforma Agrária socialista e confiscatória não fosse implantada no Brasil.

E o pouco que se fez entre nós dessa famigerada reforma — que transformou as áreas desapropriadas em verdadeiras favelas rurais — serviu para ilustrar quanta razão tinha esse grande brasileiro ao qual a História um dia fará jus.


Lembro que em todos os países onde a Reforma Agrária foi implantada, seus habitantes colheram apenas miséria e desolação, pois tal reforma foi sempre uma bandeira de luta comunista. 

No terceiro centenário da “pesca milagrosa” de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, peçamos-lhe que se apiede de todos nós e continue a velar pela nação a Ela consagrada.

ABIM

Pânico por falta de água doce?



Descoberta “exorciza” pânico pela falta de água doce





Mais um pesadelo tramado nos laboratórios do ambientalismo neocomunista parece ter-se felizmente desfeito à luz do sol: pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, excogitaram uma “peneira” de óxido de grafeno [ilustração acima] que filtra o sal da água do mar a baixo custo, em escala industrial, explicou a BBC. 

Assim poderá ser resolvido um dos grandes problemas de certos países — a escassez de água doce —, desmentir o ambientalismo e confirmar o plano divino de os homens se multiplicarem ocupando toda a Terra.

Fonte: ABIM




segunda-feira, 22 de maio de 2017

Dois deputados jovens ensinam aos velhos e corruptos



No Congresso Nacional não há apenas corruptos. 

Veja e ouça o que dizem esses dois deputados jovens:



Protestos do PT fracassam



Protestos petistas fracassam de novo


A baixa adesão aos protestos deste domingo frustou os organizadores, segundo o Estadão.
Na capital paulista, eles culparam a chuva.
Mas o fato é que os movimentos de esquerda não conseguem mais mobilizar as massas.
Pudera: se o Congresso não tem legitimidade para escolher presidente, por que teria para mudar a Constituição antecipando eleições?
Mesmo insatisfeito com Michel Temer, o povo prefere ficar em casa, aguardando Lula protagonizar a cena das "Diretas Já" para a cadeia.

Fonte: O Antagonista

sexta-feira, 19 de maio de 2017

A CNBB se animou com Michel Temer cambaleando




CNBB sem limites


A CNBB se animou com Michel Temer cambaleando.
Com agilidade rara, a conferência dos bispos divulgou nota para externar "espanto e indignação diante das graves denúncias de corrupção política acolhidas pelo Supremo Tribunal Federal".

As denúncias contra Lula e o PT não devem provocar espanto e indignação na CNBB.

O Antagonista

terça-feira, 16 de maio de 2017

Servilismo ideológico



Péricles Capanema

Em 1927, Julien Benda publicou na França “Trahison des clercs”, livro controvertido, que fez história. Apontava generalizada a traição dos letrados, cegos à realidade, subservientes diante do poder totalitário. Em linguagem mais atual seriam intelectuais, clérigos, artistas, grandes milionários, cuja ação favorece a servidão comunista. George Orwell os qualificava de esquerda moral: “Os intelectuais são levados para o totalitarismo muito mais que as pessoas comuns”. Raymond Aron acoimou tal fenômeno de “passagem da consciência livre à servidão voluntária”. Atrahison des clercs virou moeda corrente na vida pública francesa. A mais rumorosa delas foi a degradação de Jean-Paul Sartre diante das ditaduras comunistas da Rússia e da China. Nelson Rodrigues tachou-o de “canalha translúcido”.

Lembrei-me da expressão ao, confrangido, passar os olhos no volumoso noticiário sobre Antônio Cândido de Mello e Souza (1918-2017), crítico literário, presente na vida pública desde muitas décadas. O comentário do crítico Sérgio Augusto sobre o escritor falecido dá o tom da cobertura: “Era, sem hipérbole, o maior brasileiro vivo. Sua morte, sem clichê, marca o fim de uma era”.

Vejamos seu pensamento. Transcrevo partes de entrevista que concedeu em agosto de 2011: “O socialismo é uma doutrina totalmente triunfante no mundo”. A agressão à realidade não poderia ser maior. Emendou, consertando: “Chamo de socialismo todas as tendências que dizem que o homem tem de caminhar para a igualdade. Comunismo, socialismo democrático, anarquismo, solidarismo, cristianismo social, cooperativismo”. No mínimo está pouco matizada e delirantemente imprecisa a junção indiferenciada de todas as mencionadas correntes na tentativa de esconder o amazônico fracasso socialista. Volta-se então para o capitalismo: “O capitalismo não tem face humana nenhuma. O capitalismo é baseado na mais-valia e no exército de reserva como Marx definiu”. Na vida real, os pobres do mundo tentam entrar de todas as maneiras na nação capitalista, os Estados Unidos. E sempre fugiram como da peste de todas as nações comunistas. Que construíram muros, cercas e treinaram polícias para mantê-los encarcerados no próprio país.

O entrevistado tinha um problema, o socialismo como existiu na prática, dirigindo tudo, invariavelmente oprimiu e empobreceu o povo. Escapou com uma pirueta: “O socialismo só não deu certo na Rússia. Virou capitalismo. A revolução russa serviu para formar o capitalismo. O socialismo deu certo onde não foi ao poder”. Outra vez, oculta o real. A Rússia não foi o único desastre. O socialismo fracassou na proporção de sua realização em todos os países em que foi aplicado.

Antônio Cândido teve o descaramento de propor um modelo “formidável”: “O socialismo humanizou o mundo. Em Cuba eu vi o socialismo mais próximo do socialismo. Cuba é uma coisa formidável, o mais próximo da justiça social. Não a Rússia, a China, o Camboja”. A tirania dos irmãos Castro é o modelo a ser exaltado e copiado.

Coerente na hora de votar: “Quando eu era militante do PT ▬ deixei de ser em 2002, quando o Lula foi eleito ▬ era da ala do Lula, da Articulação, mas só votava nos candidatos da extrema esquerda”. A Articulação é uma espécie da Centrão dentro do PT, tem programa mais gradualista. O crítico literário, na hora do voto, evitava sufragar sua corrente, procurava fortalecer a extrema esquerda. Era ainda coerente com sua matriz ideológica: “Tenho muita influência marxista ▬ não me considero marxista, mas tenho muita influência marxista na minha formação e também muita influência da chamada escola sociológica francesa, que geralmente era formada por socialistas”.

Antônio Cândido aqui é sobretudo um exemplo. Exemplo de dezenas, talvez centenas de milhares de intelectuais, clérigos e milionários brasileiros (no mundo todo, à vera) que, cegos à realidade, trotam fanatizados atrás de delírios sociais igualitários. São corresponsáveis das piores tragédias sociais do século 20 e 21. Dom Paulo Evaristo Arns, que convidou o ateu e em boa parte marxista Antônio Cândido para a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, foi desses clérigos. Compartilhou o entusiasmo do escritor pela tirania castrista. Em carta ao ditador comunista, derreteu-se o prelado brasileiro: “Aproveito a viagem do frei Beto para lhe enviar um abraço e saudar o povo cubano por ocasião deste 30º aniversário da Revolução. Hoje em dia Cuba pode sentir-se orgulhosa de ser no nosso continente um exemplo de justiça social. A fé cristã descobre, nas conquistas de Revolução, os sinais do Reino de Deus”. E vai por aí afora, num deprimente exemplo de sabujismo a um regime torcionário.

Diante de nossa porta temos o caso da Venezuela, outra aplicação do socialismo. Informa o jornalista venezuelano Moisés Naim no OESP: “Não é Maduro que importa. Tirá-lo do poder não basta. Ele é simplesmente o bobo útil dos que realmente mandam na Venezuela: os cubanos, os narcotraficantes e a viúvas do chavismo. E, obviamente, os militares ▬, ainda que, tristemente, as Forças Armadas tenham sido subjugadas e estejam a serviço dos verdadeiros donos do país. O componente mais importante dessa oligarquia é o governo cubano. Para Cuba não há prioridade maior que continuar controlando e saqueando a Venezuela. E Havana sabe como fazer isso. Os cubanos aperfeiçoaram as técnicas do Estado policial. Acima de tudo, os cubanos sabem como se proteger de um golpe militar. Não é por acaso que a Venezuela tem hoje mais generais que a OTAN ou os Estados Unidos. Ou que muitos ex-generais estejam exilados. Narcotraficantes. Eles constituem o outro grande poder. Os herdeiros políticos de Chávez são o terceiro grande componente do poder real na Venezuela”. Os cubanos comunistas, lembrando Antônio Cândido, constroem lá agora, uma vez mais, uma sociedade “formidável”.


Termino. Sofremos apocalíptica mistificação, promovida pela opinião que se publica. Opinião pública é outra coisa. Os setores que perenizam a “trahison des clercs” alardeiam humanismo, tolerância, amor aos pobres. É a face da fantasia. Na outra face, a da realidade, tornam possível a implantação do comunismo repressor, implacável, disseminador da miséria. Desmitificá-los de há muito se tornou obra prioritária de salvação nacional e caridade social.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Assim são os verdes: China polui, Brasil paga o pato!






A NASA publica periodicamente imagens da névoa de poluição que impede qualquer visibilidade sobre a imensa planície do norte da China.

A poluição é tão grave que pode ser verificada a milhares de quilômetros no espaço, noticia há anos a imprensa internacional, como fez “Il Corriere della Sera” no já afastado ano de 2012.

A visibilidade na superfície fica limitada a 200 metros, impedindo a partida normal dos voos no aeroporto da capital chinesa. 

O fato se repete com frequência. As nuvens de poluição na imensa área são geradas por centrais térmicas arquiprimitivas que funcionam queimando carvão.

A ditadura comunista já fez saber à comunidade internacional que enquanto seu desenvolvimento o exigir, nada fará para corrigir a intoxicação que prejudica seus cidadãos-escravos e o ar do planeta.


Em 2017 foi empossado o novo presidente dos EUA, Donald Trump. Ele deixou claro que não acredita nos blefes apocalípticos do ambientalismo radical e acenou com a possibilidade dos EUA abandonar o irreal Acordo de Paris assinado por seu predecessor na COP21.

Esse Acordo mirabolante poderá custar ao Brasil "ninharias" na ordem de 40 bilhões de dólares!

Tendo os EUA tomado distâncias do absurdo, a grande mídia anunciou que a China assumiria a liderança mundial contra o aquecimento global e outros pânicos verdes.

Na filosofia de governo maoista, o que interessa é a China consolidar sua hegemonia mundial, e os outros – escravos ou não escravos – que morram intoxicados se for necessário. 

A primeira imagem – tirada pelo satélite Aqua, da NASA – mostra a situação em 10 de janeiro de 2012. Toda a Planície do Norte da China aparece coberta por uma névoa cinzenta de poluição.




Norte da China desaparece sob poluição em 10/01/2012.
                                                    Foto: Earth Observatory/NASA



Também dá para ver pontos brancos: estes são de neblina normal abaixo da poluição. A segunda imagem mostra o céu no dia seguinte, quando a poluição mais pesada foi levada pelo vento.

De acordo com a NASA, a névoa é composta de “poeira, gotas líquidas e fuligem de queimar combustível ou carvão”.

As partículas de 10 micrômetros (PM10), uma das principais categorias no coquetel envenenador, entram no pulmão e causam problemas respiratórios. 

As partículas de 2,5 micrômetros (PM2.5) também podem se infiltrar nos pulmões e até entrar na corrente sanguínea, causar câncer e problemas respiratórios extremos.

Na ocasião, a densidade do PM10 era de 560 microgramas por metro cúbico de ar. Nos EUA e no Brasil, 150 microgramas por metro cúbico de ar é o limite máximo.

Mas a concentração de PM2.5 é ainda pior: em 10 de janeiro ela literalmente ultrapassou a escala de medição (que vai até 500), de tão alta que era. 



           Pouco depois, vento afasta poluição. Pequim, mar e continente
                  tornam-se visíveis. Foto: Earth Observatory/NASA

– Mas quem ganhou o “Oscar da Vergonha” promovido pelo Greenpeace e votado pelas ONGs ambientalistas?

– A Vale, uma empresa brasileira! Ela recebeu 25 mil votos, especialmente das ONGs Justiça nos Trilhos, Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale, International Rivers e Amazon Watch.

A Tepco – maior empresa de energia do Japão –, a mineradora americana Freeport, o grupo financeiro Barclay's, a empresa sul-coreana de eletrônicos Samsung e a suíça de agronegócios Syngenta também foram bem votadas.

O fundo ideológico anticapitalista prevaleceu sobre qualquer honesta consideração pelo meio ambiente

Os argumentos adotados para essa espécie de linchamento virtual foram típicos da ideologia radical “verde”: “história de 70 anos manchada por repetidas violações dos direitos humanos, condições desumanas de trabalho, pilhagem do patrimônio público e exploração cruel da natureza”. 

A Vale, como outras empresas visadas, pretende se defender com pesados investimentos em favor da proteção e conservação ambiental.

https://1.bp.blogspot.com/--Sr9t0dbZ3k/T1UypP1h4tI/AAAAAAAALzQ/U6PcPMRqUq8/s640/Vale+tudo,+sem+fotos+genuinas,+demagogia+verde+apela+aos+'efeitos+especiais'.jpg
Vale tudo, sem fotos genuínas, demagogia verde apela a 'efeitos especiais'.
Cartaz da ideológica campanha contra a Vale e empresas ocidentais.

Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs


domingo, 7 de maio de 2017

Estabilidade no funcionalismo público? Eis a questão.


Setor privado x setor público


Gustavo Franco, no Facebook:
"Há 14 milhões de desempregados no setor privado. Sabe quantos no setor público? Zero. Está mais do que hora de repensar a estabilidade do funcionário público."
Está mais na hora do que pensar sobre tudo no Brasil.

Fonte: O Antagonista 

O QUE A AGROPECUÁRIA PRECISA


Grande manifestação em Brasília pede o fim de imposto sobre o agro (Funrural)



Por Antonio Pinho

O STF está na origem de uma série de problemas. Suas decisões sobre pautas polêmicas causam, inevitavelmente, desconforto entre a população. Em suas votações o placar tende a ser apertado. Isso por si só é uma grande evidência do caráter subjetivo e ideológico de suas decisões. Sempre me pergunto a cada novo desastre criado pelo STF: e se os votos vencidos estavam defendendo a tese correta? Se fosse algo técnico, objetivo, não existiria tanta divergência.

A soltura de José Dirceu pelo STF gerou indignação geral, e alimentou as suspeitas do povo, com toda razão, que algo muito errado deve ocorrer nos bastidores de nossa Suprema Corte.

O impeachment de Dilma e a Lava Jato mostraram que o executivo e o legislativo estavam – e continuam estando – imersos num mar de lama. Cabe indagar: um pouco dessa lama também não teria respingado no STF? Em meio a tanta sujeira, o judiciário seria o único dos três poderes ainda imaculado?

O tratamento que o STF deu a José Dirceu revoltou a todos, mas muito mais grave para a economia nacional é o que se fez com o Funrural, e sobre isto pouco se fala. O Funrural é um imposto que taxa em 2,3% a receita bruta do agronegócio.

É um montante anual de mais de R$11 bilhões que o governo retira do setor mais dinâmico da economia nacional, e serve basicamente para tapar o rombo da previdência e para financiar os sindicatos.

Ocorre que os produtores rurais, como em qualquer outro setor, já contribuem para o INSS sobre o salário base. O Funrural é, portanto, um imposto inconstitucional, pois se taxa o produtor duas vezes com uma mesma finalidade, que é financiar a Previdência Social.

Em 2010 o STF reconheceu a inconstitucionalidade do Funrural. Entretanto, no final de março deste ano essa decisão foi revertida pelo mesmo STF, e o imposto voltou a existir. O STF contradisse a si mesmo. Afinal, qual é a decisão correta, a de 2010 ou a de agora?

Diante de tal insegurança jurídica, os produtores rurais e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se uniram num movimento para reverter os prejuízos econômicos provocados pela decisão do STF.

A causa pelo fim do Funrural uniu o agro em torno do movimento “Funrural não” que, no dia 1º de maio, levou 2 mil produtores rurais à Brasília. Eles se reuniram num acampamento cujo intuito era pressionar o Congresso para que este apresentasse uma solução ao problema.

O auge do movimento ocorreu no dia 3, por ocasião de uma audiência pública no Congresso para a discussão de propostas sobre o Funrural.

Foram debatidas várias alternativas ao Funrural. Há, contudo, uma importante questão jurídica que foi levantada por parlamentares da FPA.

O governo não pode renunciar receita, ou seja, teoricamente afirma-se que não seria possível um perdão de 100% da dívida criada com a constitucionalidade do Funrural. Mas o próprio governo chegou a cogitar um abatimento de 90% da dívida.

Dessa forma, uma das propostas da FPA é abater o montante devido à Receita Federal pelos produtores que deixaram de recolher o tributo por terem liminares. Uma ideia seria diminuir o percentual cobrado, do atual 2,3% sobre faturamento bruto para 1%, ou ainda a cobrança de um certo percentual sobre o salário base.

O produtor escolheria a opção de pagamento mais conveniente para o seu caso. Esta proposta foi defendida pelo deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), membro da FPA.
Já Nilson Leitão (PSDB-MT), presidente da FPA, falou em se cobrar no máximo 1% sobre a folha de pagamento, ou 0,25% sobre o faturamento bruto.

“O produtor não se nega a pagar a Previdência. Agora, não dá para continuar com esse modelo do Funrural. Ele é caro. Ele é confuso. O que precisa é pensar na modernização dessa cobrança de forma eficiente e vantajosa para o produtor”, afirmou Nilson Leitão ao site Notícias Agrícolas. O deputado ainda defendeu a necessidade de uma reforma previdenciária para o agro.

Como resultado da pressão gerada pela mobilização do movimento “Funrural não”, o senador Ronaldo Caiado protocolou um projeto de lei no senado para o perdão da dívida daqueles produtores que deixaram de recolher o tributo.

Há também uma proposta da senadora Kátia Abreu para a mudança na lei que atualmente regulamenta o Funrural. Como informa o site Notícias Agrícolas, a proposta da senadora “tira do ordenamento jurídico os incisos I e II do art. 25 da Lei 8212/91 e encontra-se na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), com possibilidade de votação ainda no mês de maio”. 

Por orientação do presidente Temer, a FPA deverá se reunir com a Receita Federal, na próximo semana, para a discussão das alternativas. Os deputados da Frente Parlamentar defenderão a redução do percentual cobrado.

O deputado Nilson Leitão afirmou que o governo defende a substituição do Funrural por um novo sistema com o qual o agronegócio possa contribuir de forma mais moderna para a Previdência Social.

O imposto, portanto, não deixaria de existir, seria apenas substituído por outro tributo, o que não implica numa profunda redução da carga tributária, algo que é urgentemente necessário para que a economia brasileira cresça e se torne mais dinâmica.

ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel disse que não há como o governo renunciar a receita.  “Dispensar receita é uma ideia inimaginável dentro do Governo, pois há imperiosa necessidade de arrecadação”. Ele ainda declarou que a Receita Federal deverá imediatamente iniciar a cobrança do tributo, “se já não estiver cobrando". De fato, em entrevista à TV Terra Viva, o advogado Jeferson Rocha, da Andaterra, informou que há relatos de que alguns produtores já estão sendo executados pela Receita Federal.

Ao final do acampamento, Jeferson Rocha apontou os novos rumos que a movimentação contra o imposto deve tomar: “Há algumas propostas por parte de produtores. É uma medida um pouco além de uma simples manifestação.

Fala-se, entre produtores do sul, por exemplo, em reduzir a área de plantio. 10% num primeiro momento. Se não for atendido, 20%, e por aí vai”. Pensa-se, assim, em medidas mais fortes de pressão política para a mudança do atual quadro.

O crescimento do agro depende de uma política voltada para a diminuição da atual carga tributária, que atualmente drena 41% de toda riqueza nacional. As mudanças dependem, portanto, da intensa mobilização dos produtores rurais. A pressão deve continuar, pois o certo é o fim desse imposto.

Contudo, os deputados, o executivo e a Receita Federal não querem, de fato, o fim do Funrural. O Supremo, com uma postura mais ideológica do que jurídica, também não quer o fim do imposto. Muitos indícios, inclusive, levam a crer que o resultado do julgamento atendeu a um pedido do próprio governo para que pudesse fechar as contas.

Portanto, se os produtores rurais esperarem pelos três poderes nada mudará substancialmente. O que ocorrerá é a substituição do Funrural por outro imposto, o que apenas seria mais do mesmo.

A meta do agronegócio deve ser intensificar a pressão política por meio de manifestações pacíficas. A grande questão não é apenas o Funrural, mas a defesa de uma drástica queda nos impostos e na burocracia para a criação de um ambiente economicamente mais livre.


Sobre o autor: Antonio Pinho é mestre, bacharel e licenciado em Letras pela UFSC. É professor, escritor e editor da Revista Capital do Brasil.

Índios atacados por f a z e n d e i r o s no Maranhão: mas moradora mais antiga diz que 'nunca ouviu falar' em índio



Moradores de Viana (MA) negam origem indígena de feridos em confronto
Carlos Madeiro
Colaboração para o UOL, em Viana (MA)
05/05/201704h00
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·         Beto Macário/UOL

Carlos Augusto Nascimento, caseiro de uma das propriedades que autodeclarados índios gamelas tentaram retomar na comunidade de Viana (MA)

A repercussão da violência no confronto entre indígenas e moradores da zona rural de Viana (a 220 km de São Luís), no último dia 30, levantou um debate entre moradores na cidade: quem são esses indígenas que teriam surgido do nada e que são desconhecidos na região?

Durante dois dias, a reportagem do UOL andou por comunidades e ouviu dezenas de moradores da área pleiteada pelos indígenas. Todos afirmaram que não conheciam nem tinham notícias de ocupação indígena no município há pelo menos dois séculos. 

A disputa pela terra atinge antigos moradores de povoados, que têm a posse das terras. Essa área, porém, seria pertencente aos índios gamelas, que teriam recebido a doação da Coroa Portuguesa, ainda em 1759. 

Os índios, dizem moradores, deixaram de viver em tribos e se integraram à cidade desde pelo menos o século 19.
A partir de 2015, quatro propriedade foram ocupadas, e os donos legais dela foram expulsos pelo grupo que se autodeclara indígena. A ação é chamada de "retomada de território" e criou enorme tensão na região disputada. 

Casas de taipa em terrenos pequenos
Na terra requerida pelos indígenas não há grandes fazendas. São em sua maioria pequenos proprietários e trabalhadores rurais que vivem da agricultura de subsistência, como plantações e pesca, e dependem dos precários serviços públicos. 
https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001577;ord=1494186902172
São raras as propriedades com mais de dez hectares. Também não há casas ou construções luxuosas --pelo contrário, são imóveis normalmente pequenos, alguns de taipa. 
É em meio a esse cenário que o grupo formado por cerca de 1.400 autodeclarados índios iniciou a série de ocupações. A última delas ocorreu justamente no domingo. O alvo foi o sítio Ares Pinto. 

A população local se rebelou contra a ocupação e teve início um confronto armado que expulsou os índios e resultou em 13 feridos hospitalizados.
Hoje, os gamelas não são registrados na lista de povos pela Funai (Fundação Nacional do Índio) e não têm terras demarcadas ou mesmo em estudo pela União. Apenas no ano passado houve um pedido oficial para realizar estudos antropológicos e dar início a uma demarcação.


Moradora mais antiga diz que 'nunca ouviu falar' em índio

sábado, 6 de maio de 2017

Lei de Migração: nosso futuro em jogo


Lei de Migração: outros erros e tolices também foram debatidos por anos
Brasil 06.05.17 14:51

Em 9 de abril, Aloysio Nunes reagiu às críticas à nova Lei de Migração afirmando que "a extrema direita brasileira encontrou um ponto comum com sua heroína Marine Le Pen: ódio aos imigrantes".
Na terça-feira, 2 de maio, manifestantes contrários à lei foram vítimas de um ataque com bomba na Av. Paulista, flagrado pela câmera de um deles e divulgado depois nas redes sociais. Quatro pessoas foram detidas, entre elas o refugiado sírio Nour Alsayyd e o empresário palestino Hasan Zarif, dono de um bar no Bixiga.
Na quarta-feira, 3, eles foram liberados após uma audiência de custódia, mas não poderão deixar a cidade de São Paulo por mais de 15 dias sem autorização e foram impedidos de participar de manifestações relacionadas à nova Lei de Migração.
Na sexta-feira, 5, ao comentar o protesto, o ministro das Relações Exteriores continuou acusando de extremistas as vítimas do ataque: "Acho que foi uma meia dúzia de gatos pingados, de radicais de extrema direita que não terá maior repercussão".
No mesmo dia, o Estadão publicou um editorial crítico à nova lei, legitimando em boa parte as preocupações dos manifestantes; e O Antagonista repercutiu um trecho, apontando como espantosa a extrema leniência de Aloysio Nunes e companhia.
Neste sábado, 6, o ministro publicou uma nota sobre o editorial do Estadão, enviada também a este site, na qual há trechos assim:
"O tema é de fato complexo e por isso foi discutido longa e detalhadamente. Antes mesmo de meu projeto de lei ser apresentado, em 2013, por anos houve debates entre técnicos do governo e especialistas."
"Todos esses aspectos foram debatidos ao longo de anos."
"Cada um dos artigos da nova lei foi produto de um extenso debate envolvendo áreas da polícia federal, do gabinete de segurança institucional, dos ministérios da justiça, relações exteriores e do trabalho e emprego."

Outros erros e tolices foram debatidos ao longo de anos e não deixaram de ser erros e tolices. Aliás, pioraram.

Fonte: O Antagonista

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Lula: "Curitiba te espera de grades abertas"




Grupos anti-Lula espalham outdoors contra o 
ex-presidente em Curitiba

Ex-presidente prestará depoimento a Moro no dia 10

POR O GLOBO

05/05/2017 15:44 / atualizado 05/05/2017 15:49


Outdoor é creditado aos grupos Vem pra Rua e Lava-Togas 

Tabata Viapiana/ CBN Curitiba

SÃO PAULO — Mais de 30 outdoors contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram espalhados pela cidade de Curitiba uma semana antes do depoimento do petista. Com modelos diferentes, os painéis são atribuídos a três grupos contrários ao ex-presidente. Um deles estampa os dizeres “A “República de Curitiba” te espera de grades abertas”.
Inicialmente marcado para o dia 3 de maio, o interrogatório de Lula foi remarcado para a próxima quarta-feira a pedido da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, preocupada com o esquema de segurança da audiência e a proximidade ao feriado de 1º de maio. Militantes do PT e de movimentos sociais ligados ao partido preparam caravanas até a capital paranaense no dia do depoimento, assim como grupos anti-PT.
Integrantes do PT repudiaram as mensagens espalhadas pela cidade. Para o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), as imagens podem contribuir para esquentar o clima para o depoimento do ex-presidente. Segundo o parlamentar considera que os outdoors são “um absurdo”.
— Fico muito preocupado com o que pode acontecer na rua na quarta-feira. É injúria — afirmou.




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