quarta-feira, 14 de maio de 2014

O agronegócio vem sustentando o Brasil, apesar das perseguições



O SR. LAEL VARELLA (DEM-MG. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o agronegócio vem se afirmando de tal modo no País que agora passou a ser reconhecido como salvador da nossa economia.
Com superávit de US$ 24,14 bilhões de janeiro a abril do corrente ano, a agropecuária se tornou o principal suporte do comércio exterior brasileiro, debilitado por exportações totais em queda, além de um muito fraco desempenho da maior parte da indústria nacional. 
Evidencia-se assim a vocação agrícola do Brasil na qual sempre acreditei e por ela venho consagrando os meus afanosos dias seja desta tribuna, seja no meio rural. De acordo com o Informativo Rural, da revista Catolicismo, apesar do governo e dos problemas climáticos o Brasil espera colher outra grande safra em 2014.
Com efeito, a perseguição à classe continua sub-reptícia e implacável, mas o produtor rural continua altaneiro e resoluto, o que permite ao país cumprir sobejamente o que lhe foi reservado por sua vocação agrícola. Hoje, alimentamos o equivalente a cinco vezes a nossa população, ou seja, mais de 1 bilhão de pessoas mundo afora.
Nos últimos 35 anos o Brasil se transformou de importador em um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, utilizando apenas 9% do seu território para plantar. 
Sr. Presidente, um agricultor em 1940 produzia alimentos para 19 pessoas, já em 1970 produzia para 73 e, em 2010, passou a produzir para 155 pessoas. O preço da cesta de alimentos caiu pela metade entre 1975 e 2010.
O agronegócio é responsável pelo superávit na Balança Comercial e por um quarto (23%) do PIB brasileiro. Também gera um de cada três empregos, ou seja, é responsável por 37% da mão-de-obra empregada. Nos últimos 20 anos, a área plantada com grãos cresceu 40% e a produção, mais de 220%.
Conforme o ex-ministro Roberto Rodrigues, as novas tecnologias permitiram maior produtividade por hectare plantado ao afirmar que hoje cultivamos, com todos os grãos, 52 milhões de hectares. 
Tivéssemos a mesma produtividade de 20 anos atrás, seriam necessários mais 66 milhões de hectares para colher a safra deste ano. Fica claro que nossa agricultura é altamente sustentável, e o mundo sabe disso.
E isso não foi só com a agricultura. Segundo dados apresentados por Rodrigues, nos últimos 20 anos, a nossa produção de carnes aumentou 90% em bovina, 238% em suína e 458% em aves, reduzindo a área de pastagem, que tem sido substituída por soja, cana e florestas plantadas. 
Ademais, contamos com 7 milhões de hectares de florestas plantadas. Vale lembrar que 61% do nosso território são cobertos com florestas nativas do tempo de Adão e Eva, enquanto a Europa possui menos de 1%.
Além de a agricultura ocupar apenas 8,5% da área total do País, a pecuária toma outros 20%. Estudos indicam que ao menos mais 85 milhões de hectares servem para a agricultura, o que causa assombro aos nossos concorrentes de fora, pois já somos os maiores exportadores de açúcar, do complexo soja, de suco de laranja, de carne bovina e de frangos, e de café.
Infelizmente, daqueles 87 milhões de hectares potencialmente agricultáveis, pouco mais de 15 milhões poderão ser hoje incorporados à área plantada. O resto está engessado a qualquer atividade por legislações existentes: são parques nacionais, estaduais e municipais, terras para indígenas e quilombolas, reservas legais e áreas de preservação permanente, entre outras, lamenta Rodrigues.
Sr. Presidente, a FUNAI se transformou em uma fábrica de falsos índios. Em Minas e agora na Bahia moradores são coagidos a fazer cadastro na FUNAI (Fundação Nacional de Índios) como se fossem índios para engrossar invasões de terra. A região vive um conflito permanente por causa da expulsão de agricultores de suas propriedades.
O Jornal da Band revelou, com exclusividade, como funciona a fraude que criou uma tribo de falsos indígenas. Apesar de a Constituição proibir a ampliação de áreas indígenas desde 1988, a FUNAI faz vista grossa e há quatro anos demarcou uma extensão de quase 50 mil hectares que abrange três municípios.
A área pretendida pela FUNAI fica numa região conhecida como Costa do Cacau e do Dendê. São terras ocupadas tradicionalmente há séculos por mestiços, descendentes de índios, brancos e negros que povoaram o Brasil desde os tempos do descobrimento. 
Enquanto o Ministério da Justiça não dá a palavra final, mais de 100 propriedades já foram invadidas por grupos armados liderados por caciques que se dizem índios da tribo Tupinambá.
Para aumentar ainda mais o contingente de invasores, os ditos caciques forjam cadastros de não-índios. Conforme foi mostrado na reportagem da Band, em bairros da periferia de Ilhéus a lista já passa de oito mil inscritos. 
Depois que o escândalo dos registros falsos veio à tona, centenas de pessoas procuraram voluntariamente a FUNAI para retirar seus nomes das listas. Precisamos dar um basta nisso!
Tenho dito.


Nenhum comentário: